FIESC pede adiamento na alta do pedágio da BR-101

21/02/2011 às 12:55 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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FIESC pede adiamento na alta do pedágio da BR-101

Entidade solicita à ANTT que antes de as novas tarifas entrarem em vigor sejam explicadas inconsistências apontadas no estudo da entidade sobre a concessão e apresentado um cronograma de investimentos

Valor do pegágio terá um aumento de 16,7%, passando de R$ 1,20 para R$ 1,40 (Foto: Ricardo Saporiti)

Valor do pegágio terá um aumento de 16,7%, passando de R$ 1,20 para R$ 1,40 (Foto: Ricardo Saporiti)

Florianópolis, 17.2.2011 – A Federação das Indústrias (FIESC) encaminhou nesta quinta-feira (17) ofício à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) questionando o aumento de 16,7% no valor do pedágio cobrado pela concessionária da BR-101, programado para passar de R$ 1,20 para R$ 1,40 a partir da próxima terça-feira, 22 de fevereiro. No documento solicita que antes de as novas tarifas entrarem em vigor, sejam esclarecidas as inconsistências apresentadas no estudo encomendado pela Federação sobre a concessão do trecho Norte da rodovia e um cronograma para a realização de investimentos que gerem maior conforto e segurança aos usuários.

O presidente em exercício da FIESC, Glauco José Côrte, ressalta que o índice de 16,7% é incompatível com o nível de inflação do país. "A autorização pelo governo de uma elevação dessa magnitude representa pressão de custos à população e ao setor empresarial, que acaba repercutindo em preços de diversos setores. Além disso, parece uma atitude incoerente com os esforços anunciados pelo próprio governo para conter a inflação, que incluíram elevação dos juros", diz Côrte. "Estranhamos ainda mais o anúncio porque acabamos de divulgar estudo mostrando uma série de problemas na concessão", acrescenta.

O trabalho da FIESC, divulgado em dezembro, mostra que os investimentos realizados pela empresa que tem a concessão do trecho Norte da BR 101 são desproporcionais à arrecadação realizada nas praças de pedágio de Santa Catarina. O trecho entre Palhoça e Curitiba tem 382,3 quilômetros, sendo que 270,2 quilômetros ficam em Santa Catarina (BR 101). Das cinco praças de pedágio do trecho, quatro estão em território catarinense, mas o estado vem sendo prejudicado pela ampliação do prazo para o início de obras importantes, enquanto que no Paraná (BR 376), que tem apenas uma praça, as obras estão sendo executadas.

Segundo o estudo, apesar de a rodovia estar duplicada, há uma série de obras que precisam ser feitas para reduzir o número de veículos pesados em áreas urbanas para minimizar os congestionamentos. O cronograma de trabalho, que, pelo contrato de concessão, deveria ser executado até 2012 foi prorrogado para 2016, por meio de uma resolução da ANTT. Essa ampliação do prazo afetou obras importantes como o contorno rodoviário de Florianópolis.

Presente a uma reunião comandada pelo presidente da FIESC, Alcantaro Corrêa, no dia 28 de janeiro, a ANTT apresentou argumentos que não foram conclusivos. No encontro foi proposta a realização de uma nova reunião entre representantes do setor empresarial, da ANTT e da concessionária para esclarecer questões levantadas pela FIESC, mas a data ainda não foi marcada.

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