Aumento do calote

12/08/2011 às 12:45 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Aumento do calote

por Portal Economia SC

Após dois anos consecutivos de queda, a taxa de inadimplência do varejo deverá subir 7,5% em 2011, de acordo com a perspectiva Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Mesmo com a perspectiva de aumento do calote, a avaliação do presidente da entidade, Roque Pellizzaro Jr. é que "o ano deverá terminar com um cenário promissor, se comparado com os primeiros meses do ano".

Um ponto que deverá ajudar, segundo Pelizzaro, é o fato dos consumidores estarem limpando o nome na praça. A estimativa é um crescimento de 8% do número de pessoas que quitarão as dívidas em atraso e sairão do cadastro do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) até o final de 2011. Para as vendas, a CNDL prevê um crescimento de 6,5% sobre o ano passado.

A inadimplência recuou 1,85% em 2010 na comparação com o ano anterior. Em 2009, a taxa ficou 14,9% menor em relação a 2008. A medição da CNDL sobre a inadimplência é diferente da apresentada pelo Banco Central.

Pelizzaro afirma que "o comércio sente antes os problemas, pega o início do processo." Para o Banco Central, a inadimplência parou de crescer, mas para os comerciantes ainda não existe esta estabilidade.

Atraso

A CNDL criticou também a demora nas ações anunciadas na terça-feira do Plano Brasil Maior, que tem objetivo de incentivar a indústria brasileira. "As coisas não podem ser temporárias. Os desencargos deveriam ser sem volta", disse. Segundo o plano, grande parte das medidas para estimular a indústria brasileira tem prazo de validade e deve expirar em dezembro de 2012. Para o presidente, o ideal seria que as medidas fossem ampliadas para outros setores.

Outro fator preocupante para o executivo, é a situação econômica que facilita a entrada da moeda americana no Brasil, aumentando a valorização do Real. Apesar de os Estados Unidos terem afastado o risco de calote, existe uma recessão americana. Ele salienta que a situação norte-americana requer cautela, visto que o quadro econômico na Europa está também fragilizado. "Com tudo isso, mais dólar virá, a tendência é essa, não temos como evitar", considerou.

Importação

Apesar da entrada de dólares valorizar o Real e facilitar a importação de produtos, o que acaba incrementando nas vendas no varejo no primeiro momento, a longo prazo, o resultado pode ser prejudicial à economia, fechando indústrias, gerando desemprego e reduzindo o potencial de consumo. "O comércio não pode pensar só no curto prazo. Isso não interessa ao setor", afirmou o presidente da CNDL.

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